Tempo de posse no futebol americano: é importante mesmo?

N√£o tenho d√ļvidas de que voc√™, sendo t√©cnico, jogador ou f√£ do futebol americano, j√° deve ter ouvido que um time precisa manter seu ataque em campo se quiser vencer uma partida. Mas ser√° que isso √© verdade? Desde de os finais dos anos 80, o futebol americano vem provando uma revolu√ß√£o. O jogo a√©reo […]

N√£o tenho d√ļvidas de que voc√™, sendo t√©cnico, jogador ou f√£ do futebol americano, j√° deve ter ouvido que um time precisa manter seu ataque em campo se quiser vencer uma partida. Mas ser√° que isso √© verdade?

Desde de os finais dos anos 80, o futebol americano vem provando uma revolução. O jogo aéreo passou a dominar os gramados, animar a torcida e a tornar o jogo ainda mais inteligente e estratégico.

 

Um maluco na NFL

Em 1984, o Cincinatti Bengals comandado pelo coach Sam Wyche revelou ao mundo uma invenção, considerada maluca na época.

A equipe aumentou a velocidade de execução de jogadas e eliminou completamente o huddle, aquela reunião que os jogadores do ataque fazem no meio do campo antes de se alinharem para uma nova jogada.

Chamado de ‚Äúno-huddle offense‚ÄĚ, aquele ataque levou ao mais alto n√≠vel do futebol americano, a NFL, ideias que ainda estavam amadurecendo em n√≠veis menores.

 

Vencer com pouco tempo de posse é possível?

O Bengals de 1984 já provou a todos que o tempo de posse de bola não é imprescindível para se alcançar a vitória. Nos dias atuais isso fica mais evidente e fácil de verificar a cada rodada da NFL ou da NCAAF (Futebol Americano Universitário).

Fa√ßa voc√™ esse experimento… ao final de qualquer rodada da NFL, avalie as estat√≠sticas fornecidas pelo pr√≥prio site da liga e perceber√° que em quase metade das partidas a equipe vencedora possui menos tempo de posse de bola.

No nível de College Football, isso é ainda mais evidente. Equipes que usam de up tempo em seus sistemas de ataque frequentemente possuem menor tempo de posse de bola em suas vitórias.

 

Mas, o que dizem os estat√≠sticos? O que falam os n√ļmeros?

O livro ‚ÄúFootball Decoded‚ÄĚ, do autor Jacob Rodriguez, sempre serviu como um guia para mim no processo de an√°lise estat√≠stico que fa√ßo das partidas.

Nesse livro h√° avalia√ß√Ķes estat√≠sticas sobre o peso que cada acontecimento poss√≠vel num jogo possa ter sobre o resultado final da partida. S√£o avaliados crit√©rios como intercepta√ß√£o, fumble, passe completo, incompleto, first down, field goal, tackle for loss, jardas a√©reas, jardas terrestres, faltas e muitos outros.

E há um capítulo em que o tempo de posse da bola também é avaliado. De acordo com o autor, somente a nível profissional o tempo de posse interfere no placar mas, ainda assim, sem muito peso.

Considerando seus estudos a nível universitário nos Estados Unidos, Rodriguez afirma que o tempo de posse não resulta em maior ou menor chances de vencer uma partida.

‚ÄúEm termos de vit√≥rias, apenas a quantidade de First Down importa, com embasamento estat√≠stico, aos n√≠veis de College Football e NFL‚ÄĚ ‚Äď Jacob Rodriguez

Logo, a próxima vez que você, fã da bola oval, for questionado sobre o assunto; responda com assertividade: isso é um mito.

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