O ataque no Futebol Americano ‚Äď Parte 5: finalmente a evolu√ß√£o do jogo a√©reo

Para continuar nosso entendimento sobre a hist√≥ria do jogo a√©reo, √© preciso compreender algumas coisas antes. Recebi uma mensagem de um dos nossos seguidores e leitor das nossas colunas perguntando se houveram grandes quartebacks nessa √©poca em que o jogo a√©reo era t√£o √≠nfimo e as pr√≥prias regras favoreciam apenas o jogo corrido. A resposta […]

Para continuar nosso entendimento sobre a história do jogo aéreo, é preciso compreender algumas coisas antes.

Recebi uma mensagem de um dos nossos seguidores e leitor das nossas colunas perguntando se houveram grandes quartebacks nessa época em que o jogo aéreo era tão ínfimo e as próprias regras favoreciam apenas o jogo corrido. A resposta é sim! Eis alguns nomes de QBs que marcaram sua época quando o assunto é jogo aéreo: Sammy Baugh (jogou de 1937-52), Otto Graham (1946-55), JOHNNY UNITAS (1956-73), Bart Starr (1956-71), Frank Tarkenton (1961-78), JOE NAMATH (1965-77), ROGER STAUBACH (1969-79), Ken Stabler (1970-84), TERRY BRADSHAW (1970-83) e Dan Fouts (1973-87).

Fraquezas da Air Coryell

Após o coach Don Coryell apresentar à NFL sua famosa Air Coryell, vários de seus seguidores aplicaram seus conceitos de passe na década de 80. E muitos deles obtiveram muito sucesso.

Conforme explicamos em nosso artigo sobre a Air Coryell (clique aqui), esse sistema tinha como principal arma a criação e exploração de mismatches, ou seja, induzindo a defesa a utilizar jogadores mais pesados e lentos para marcar os recebedores (em geral, ágeis e velozes) em jogadas de passe.

Por conta disso, defesas eficientes em pressionar o quarterback e que possuíam linebackers mais atléticos se tornavam intransponíveis pela Air Coryell.

Assim o sistema se mostrou que, apesar de ser o que havia de mais moderno quando o assunto era jogo aéreo, ainda não era suficiente para declarar a supremacia dos passes sobre as corridas.

A combina√ß√£o certa de diferentes fatores e inven√ß√Ķes

Dois s√£o os coaches considerados g√™nios do jogo a√©reo moderno: Bill Walsh (arquiteto do WEST COAST OFFENSE) e Hal Mumme (inventor do AIR RAID OFFENSE). E a hist√≥ria fez quest√£o de cruzar os caminhos dos dois…

Ainda na década de 80, coach Mumme, um dos poucos adeptos à pratica de passar a bola, compreendeu que ter um bom jogo aéreo não se resume a passar e receber bolas. Nem mesmo a desenhar belas jogadas ou conceitos intrigantes de passe. E muito menos se resumia a individualidade dos jogadores, ou seja, também não era sobre ter quarterbacks fortes e recebedores velozes.

Mas então, o que é preciso ter para um bom jogo aéreo?

Na temporada de 1981, coach Bill Walsh aceitou a visita de coach Mumme no training camp de pré-temporada do San Francisco 49ers.

Naquela época, o 49ers vinha de duas temporadas vergonhosas nas quais tinha ganhado apenas 8 partidas e sofrido derrota em 24. Bill Walsh estava sob muita pressão mas manteve-se fiel a seus ideais e apostou num jovem QB porém criticado pela mídia e rejeitado por outras equipes; esse QB era Joe Montana.

Hal Mumme compreendeu que a combinação de diferentes fatores poderiam criar um sistema aéreo perfeito e que não dependeria de talentos individuais para funcionar. E, após essa revelação que teve, coach Mumme se dedicou a coletar o que havia de mais promissor e funcional em diversos sistemas ofensivos diferentes.

E foi juntando conceitos da formação Spread do coach Dutch Meyer do final dos anos 30, do no-huddle mostrado pelo Baltimore Colts em 1958, do Air Coryell dos anos 60 e 70, dos desenhos de passes malucos do coach LaVell Edwards na BYU na década de 80 e das primeiras ideias daquele ataque do coach Walsh (que ainda nem recebia o famoso nome de West Coast Offense) que Hal Mumme costurou algo que inovou para sempre a história do futebol americano.

Quer saber mais sobre como essa revolução finalmente aconteceu? Fique ligado no Portal do FA, em breve publicaremos a continuação dessa fantástica história.

1 coment√°rio

  • Juliana
    18/12/2016 at 9:39 pm

    Será que haverá um dia um limite para tanta criatividade? Será que é possível hoje ou no futuro alguém ter alguma ideia genial que vai assolar os adversários?

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