Mercy Rule: opini√Ķes no Ga√ļcho de FA

A Mercy Rule Desdobrando o tema da aplica√ß√£o da Mercy Rule no Futebol Americano no Brasil, hoje traremos opini√Ķes de t√©cnicos de equipes que disputam o Ga√ļcho de Futebol Americano. Clique aqui e leia “Mercy Rule no FA: atrapalha ou ajuda o esporte?” No primeiro texto (acesse no link acima), consultamos t√©cnicos de algumas equipes […]

A Mercy Rule

Desdobrando o tema da aplica√ß√£o da Mercy Rule no Futebol Americano no Brasil, hoje traremos opini√Ķes de t√©cnicos de equipes que disputam o Ga√ļcho de Futebol Americano.

Clique aqui e leia “Mercy Rule no FA: atrapalha ou ajuda o esporte?”

No primeiro texto (acesse no link acima), consultamos técnicos de algumas equipes do estado do Paraná, onde a Mercy Rule faz o relógio correr sem parar quando a diferença for igual ou superior a 35 pontos.

No Rio Grande do Sul, a regra também é aplicada mas de maneira diferente. Entenderemos melhor na continuidade do texto.

 

O Campeonato Ga√ļcho de FA

Com o fim da temporada regular do futebol americano do Rio Grande do Sul, notamos um desnível físico e tático entre as equipes participantes neste ano.

Foram 12 equipes inscritas no campeonato ga√ļcho de futebol americano, sendo duas equipes novatas. Equipes mais experientes, por√©m com aparente menor n√≠vel t√©cnico, sofreram com placares el√°sticos nesta competi√ß√£o.

 

A Mercy Rule no Ga√ļcho de FA

Neste campeonato, a mercy rule somente foi aplicada quando o adversário estava perdendo por 50 pontos de diferença. Para a próxima temporada, teremos um novo regulamento no qual a mercy rule está prevista para ser aplicada a partir dos 35 pontos.

Conversamos com alguns nomes importantes dentro do FARS e pedimos a opinião deles, sobre a aplicação da regra e como a mercy rule interfere ou não na qualidade do esporte praticado no estado.

 

Opini√Ķes sobre a Mercy Rule

(Foto: Germano Rama Molardi / Radar Esportivo)

Gustavo Petter, coach do Santa Maria Soldiers, o time que mais aplicou placares el√°sticos nesse campeonato, atual campe√£o ga√ļcho e participante da BFA nesta pr√≥xima temporada: “Eu sou a favor da Mercy Rule. Primeiro por que jogo com imensa disparidade n√£o s√£o agrad√°veis para quem est√° vendo o jogo no est√°dio. Segundo, que em jogos assim a diferen√ßa f√≠sica entre as equipes normalmente √© grande, o que sujeita os atletas a les√Ķes. Por√©m, se o foco √© melhorar a qualidade do produto, temos que organizar uma divis√£o de acesso e apenas jogarem a s√©rie A aqueles times que realmente tiverem condi√ß√Ķes.”

 

(Foto: Divulgação)

Vin√≠cius Behs, √°rbitro ga√ļcho: “Vencer o jogo faz parte e √© o objetivo do esporte. Aplicar ‘goleadas’, humilhar ou desmerecer o advers√°rio n√£o t√™m espa√ßo nesse jogo. N√≥s da arbitragem somos e sempre seremos contra o saldo de pontos como crit√©rio de desempate. Se forem observar a pr√≥pria NFL, o saldo de pontos √© ignorado. O que importa s√£o as vit√≥rias e os confrontos diretos, n√£o importando em nada a diferen√ßa no placar.¬†A mercy rule ajudar√° a mudarmos essa cultura herdada de outros esportes mais conhecidos por aqui.”

 

(Foto: Divulgação)

Wesley Motta, coach do Juventude FA, vice campe√£o do Campeonato Ga√ļcho em 2016, participante da BFA na temporada 2017: “Acredito que a regra n√£o tenha a ver com a quest√£o “melhorar” os times. √Č uma regra necess√°ria. Ainda h√° um desn√≠vel muito grande entre os times daqui. Ningu√©m que vai ao est√°dio quer ver um jogo que dura 5 horas, assim como quem est√° perdendo por mais de 50 pontos n√£o quer que o jogo se prolongue. Acho que podem haver v√°rias opini√Ķes distintas quanto a isso, mas, ao meu ver, √© uma regra necess√°ria julgando pelo bom senso.”

 

(Foto: Mariana Capra / Divulgação)

Paulo de Tarso Pillar, coach do Carlos Barbosa Ximangos, eleito o melhor coach do Campeonato Ga√ļcho de 2016: “√Č dif√≠cil vender para um patrocinador quando seu time perde por mais de 100 pontos, al√©m do trabalho feito com os atletas, para que eles n√£o saiam dos times que geralmente perdem por esses placares, at√© mesmo para treinadores inexperientes, conviver com derrotas expressivas. Quando existem regras que impedem que as derrotas sejam t√£o grandes isso auxilia de uma forma na quest√£o de gest√£o do clube. J√° para os times que fazem o saldo atrav√©s de placares el√°sticos, √†s vezes (a n√£o aplica√ß√£o da regra) √© um mal necess√°rio, por quest√Ķes de gest√£o, n√£o seria t√£o interessante ter essa regra, por√©m n√£o √© s√≥ de vit√≥rias que se faz um time, mesmo fora de campo existem muitas quest√Ķes que afetam isso, os treinadores s√£o grandes gestores de pessoas, muitas vezes temos treinadores que n√£o s√£o t√£o bem preparados ainda pra gerir esses tipos de crises e eles n√£o t√™m culpa justamente pela inexperi√™ncia.”

 

(Foto: Divulgação)

√āngelo Coffy, treinador do Porto Alegre Pumpkins, vice campe√£o da Copa Sul 2016 com Crici√ļma Miners: “Eu tenho alguns pontos de vista em rela√ß√£o √† regra, por√©m vejo muito mais pontos ben√©ficos do que mal√©ficos, ela protege a quest√£o de placares el√°sticos e superioridade de times em rela√ß√£o aos outros. Uma equipe que perde por um placar muito elevado, √†s vezes necessita desse tipo de derrota para melhorar o trabalho t√©cnico e de atletas, ent√£o a aplica√ß√£o da mercy rule √†s vezes blinda um pouco essa quest√£o. Mas, para mim, o ponto mais importante em rela√ß√£o √† regra, √© em rela√ß√£o ao rel√≥gio, enquanto tivermos times jogando em est√°dios extremamente prec√°rios, sem ilumina√ß√£o ou estrutura coberta, a aplica√ß√£o da mercy rule ajuda que o jogo se desenrole. Por√©m, n√£o √© somente a aplica√ß√£o da regra que tende a melhorar o futebol, temos que focar em quest√Ķes organizacionais.”

 

Opini√£o e contraponto do autor

Acredito que a aplicação da mercy rule seja bastante positiva. Levando em consideração a visão de expectador da partida, é muito mais agradável que a partida não se alongue, sabendo que não há chance de virada por parte do outro time.

Tamb√©m acredito, que pela quest√£o f√≠sica e psicol√≥gica, o time que sofre este placar, com a mercy rule aplicada (no padr√£o da NCAA – 56 pontos), n√£o se desmotiva tanto e ainda evita desgastes com patrocinadores e torcedores, pelo fato de n√£o haver tanta discrep√Ęncia em rela√ß√£o a pontua√ß√£o.

1 coment√°rio

  • Paulo Heit
    01/06/2017 at 10:46 pm

    Para mim a Mercy Rule atrapalha o desenvolvimento do esporte. Pelo que andei acompanhando os resultados, geralmente as mesmas equipes tomaram seguidas lavadas. Ter uma regra mercy para fazer o jogo andar mais r√°pido somente deixa essas equipes mais pregui√ßosas e seus jogadores ficando mais aborrecidos. O saldo de pontos √© um crit√©rio de desempate muito rasteiro na NFL, somente usado depois de muitos outros crit√©rios (basicamente √© o √ļltimo crit√©rio antes do sorteio), por isso os times n√£o se importam em fazer placares superiores a 30 pontos de vantagem, ainda mais que esse esporte √© muito f√°cil sofrer contus√Ķes que afastem os jogadores pela temporada inteira. Geralmente o time reserva assume quando a vit√≥ria est√° garantida. O crit√©rio de saldo de pontos deveria ser abolido ou virar ultimo quesito de desempate antes do sorteio. A ideia de uma divis√£o de acesso tamb√©m √© boa, pois incentiva a competitividade e melhora a qualidade do esporte, pois times tem pelo que brigar.

Deixe um Comentário

Name *
Email *
Website
Comentarios *

Related Post

Sobre

O melhor conte√ļdo de futebol americano para amantes do esporte como n√≥s ;)
Fique por dentro do que rola no FA no Brasil e no mundo com o Portal do FA.

Contato

Rua Monsenhor Ivo Zanlorenzi, 3847, Mossungue
Curitiba ‚Äď Paran√° - Brasil
UP